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A mostrar mensagens de fevereiro, 2026

Quase quatro anos e sua primeira carta

Enquanto escrevo essa carta, você está no sofá da sua avó materna, assistindo um desenho animado e espirrando.  Todas as manhãs você espirra uma carreira inteira de atchins e temos quase certeza de que a coisa é alérgica (começou há pouco mais de mês e seu pai e seu avô paterno fazem igualzinho). É um prazer imenso ver você  crescer, da mesma forma como foi um prazer imenso gestar você e sentir você nascer.  Você foi meu primeiro (por enquanto, único) parto normal. Sem anestesia, sem analgesia, sem nada. Só eu, você, duas equipes médicas e o tempo. Numa quarta-feira, às seis e meia da manhã, a bolsa estourou e seu pai e eu corremos para o hospital. Atravessamos a ponte que liga Vila Velha a Vitória e chegamos no Hospital Santa Úrsula antes das nove da manhã. Não havia sala disponível. Mas uma vagou em tempo: fomos para lá, depois de uma visita (para mim parecia interminável, mas seu pai disse que foi rápida) a uma salinha da médica, para aferir suas condições com uma...