Dedão na boca do irmão
Outro dia você enfiou o dedão do pé na boca do Max, dizendo que era uma chupeta. Essa é você, aos quatro anos. Levada da breca, engraçada, divertida... e birrenta até doer os dentes. Fico imaginando, daqui a uns quinze anos, você lendo essa carta e sabendo que o tanto que você foi birrenta não foi um aumentativo de memória, mas uma realidade. Agora mesmo, há dez minutos atrás, você fez birra porque queria colocar uma meia-calça de gatinho. Depois fez birra porque queria o tênis que brilha. Depois outra birra porque, às seis da manhã, não te dei um Kinder Ovo em vez de café da manhã. Haja paciência. Depois do nascimento do seu irmão, suas birras se intensificaram sobremaneira. Afe, Maria! Maia, Maia, minha amada. Você é feliz e sua risada começa dentro da alma... é lindo ver você rir e ver você viver. Acho que, quando estiver mais mocinha, você vai ser muito vaidosa com suas coisas e vai querer cuidar muito bem dos estojos de lápis e maquiagens que você tanto já ama. Espero q...