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A mostrar mensagens de junho, 2026

Dedão na boca do irmão

 Outro dia você enfiou o dedão do pé na boca do Max, dizendo que era uma chupeta. Essa é você, aos quatro anos.  Levada da breca, engraçada, divertida... e birrenta até doer os dentes. Fico imaginando, daqui a uns quinze anos, você lendo essa carta e sabendo que o tanto que você foi birrenta não foi um aumentativo de memória, mas uma realidade. Agora mesmo, há dez minutos atrás, você fez birra porque queria colocar uma meia-calça de gatinho. Depois fez birra porque queria o tênis que brilha. Depois outra birra porque, às seis da manhã, não te dei um Kinder Ovo em vez de café da manhã. Haja paciência. Depois do nascimento do seu irmão, suas birras se intensificaram sobremaneira. Afe, Maria! Maia, Maia, minha amada. Você é feliz e sua risada começa dentro da alma... é lindo ver você rir e ver você viver. Acho que, quando estiver mais mocinha, você vai ser muito vaidosa com suas coisas e vai querer cuidar muito bem dos estojos de lápis e maquiagens que você tanto já ama. Espero q...

Piolho!

 Você, minha querida, aos quatro anos, trouxe da escola para casa... piolhos! Hoje de manhã, enquanto penteava seus cabelos lisinhos e lindos, dei de cara com um... espremi entre as unhas. Depois, vi outro. E mais outro.  Fomos à farmácia, você e eu, enquanto o Max (com três meses e bem alimentado) ficou com a Alda, que é a moça que trabalha na casa da sua avó Zizi fazendo faxina. Compramos remedinhos pra passar na cabeça e para tomar. Fizemos um dia de spa, na banheira da vovó, enquanto eu penteava seus cabelos e ia tirando os bichos mortos... rs... que situação! Alice nunca teve piolhos. Os últimos que eu me lembrava de ter visto foram os meus próprios, há quarenta anos, mais ou menos. E logo você, com esse cabelo tão fininho... deu de trazer os  bichinhos. Que sina! Você ficou triste e preocupada: não queria um piolho mordendo a sua cabeça! Teve medo de doer... ficou imaginando os dentes dele e sentindo uma aflição danada... hahaha! Ainda  bem que eram poucos e co...

Nastya, piscina e espera

 Estamos às vésperas do mês do seu aniversário e seu irmão, prestes a nascer.  Enquanto esperamos, ficamos na casa da sua avó materna, porque nossa casa é muito longe de qualquer hospital e eu não quero ter de passar mais do que as dificuldades necessárias pro Max chegar (compreensível, não é?). Só que, no apartamento da vovó, não temos o mesmo espaço que temos em nossa casa. E também não temos os cachorros. Nem o quintal. Nem a praia na frente de casa. Nem o seu quarto, com o pula-pula, o escorregador e as mil bonecas. O que resta? Limitadas opções: desenho, massinha, piscina do vovô (que é pequena e eu teria de entrar junto, mas estou muito pançuda) e Nastya. Geralmente você escolhe a Nastya.  Acho que, quando estiver adolescente, vai sentir um bocado de vergonha de ter gostado tanto de assistir a esse canal do youtube. A Nastya, que é uma menininha muito sem graça,  faz vídeos com seu pai. Falam um monte de besteiras e bobagenzinhas, o chão é lava, pizzas falantes...